quinta-feira, 14 de novembro de 2013

VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM

  
Colégio Est. Sátiro Dias
Aluno(a)______________________________________________________________
Série____________Turma___________Turno___________________________
Professora: Christiane Borges                  Data:_____/_____/_____
Disciplina: Português                                  Valor: 5,0






VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM – III UNIDADE

O OVO

Aquele restaurante era tão triste como a maioria desses pequenos restaurantes que, depois das sete da noite, dão de comer à fauna dos trabalhadores noturnos. Pessoas sozinhas em mesas de dois e quatro lugares, pessoas que são sempre as mesmas, àquela hora, mas que não se falam nem se cumprimentam. Comem em silêncio e vão embora. O ambiente era esse até que apareceu o homem do ovo, um sujeitinho magro de cara chupada.
_ Já escolheu?
_ Quero um ovo, mas nem cozido, nem frito, nem quente ...
_ Como?
_ Quero um ovo entre cozido e quente, sabe? Nem muito mole, nem muito duro.
Era natural que a coisa não desse certo. O garçom pediu na cozinha "um ovo cozido mal passado". Trouxe-o para a mesa, o homenzinho olhou desaprovou com a cabeça: estava mole demais. O garçom desculpou-se e prometeu trazer outro ovo, no "ponto" exato. Trouxe. O homenzinho de novo desaprovou: estava duro demais. "Como hoje assim mesmo; amanhã, daremos jeito."
Na noite seguinte, disse ao garçom: "Avisa ao cozinheiro que deixe o ovo ferver durante três minutos e meio, nem mais nem menos". Mas ainda não era dessa vez que se atingiria o ideal. "Sei o que foi" - disse o freguês _, "ele pôs o ovo na
caçarola antes da água ferver". O próximo ovo teria mais chance. "Lembre-se: minutos e meio precisamente." O garçom explicou que não tinha relógio, o cozinheiro também não. Veio o dono do restaurante. "Precisamos de alguém que controle o tempo de preparo de um ovo”, explicou-lhe o homenzinho. O dono controlaria. "Quando a água ferver, me avise e eu dou o sinal para colocar o ovo na panela. Nosso amigo fica observando o ponteiro de segundos,
OK?”
A essa altura o restaurante parara para acompanhar a operação ovo. "Começou a ferver."
"Pronto, ponha o ovo na panela." Durante três minutos e meio houve um silêncio total. "Pode tirar", gritou o patrão. E quando o garçom veio com o ovo, os fregueses rodearam a mesa do homenzinho, que já o descascava: "Ótimo".
E a partir desse dia, o restaurante ganhou outra vida: chegada a hora do ovo, todos paravam de comer e ficavam esperando. Nasciam discussões sobre o tempo exato para conseguir um ovo daqueles. "Seu relógio atrasa." "Nada disso, uso relógio de aviador." "Para ovo de casca pintada o tempo é três minutos e cinquenta e oito segundos." "É muito: três e cinquenta e sete." Mais tarde surgiram as apostas e dúzias de ovos eram devorados àquela hora. Em consequência disso, o restaurante prosperou e a freguesia engordou. Mas o
homenzinho procurou outro restaurante onde pudesse controlar o tempo exato de seu ovo e comê-lo em paz.
[. ..]
Ferreira Gullar. O ovo. In Acontece na cidade . São Paulo: Ática, 2005, pp. 76-77.

ESTUDO DO TEXTO
1.No texto, o narrador afirma que os clientes do restaurante eram solitários. Localize e transcreva o trecho que prova essa afirmação.
2. Por causa desse julgamento, o narrador classifica o restaurante como:
a. respeitado e silencioso.                  c. famoso e triste.
b. triste e silencioso.                          d. cheio e pequeno.

3.Leia a frase e responda. "Era natural que a coisa não desse certo."
a. Que coisa é essa?
b. Por que era natural não dar certo?

4.No texto, o freguês que pede o ovo é citado sob várias formas pelo narrador. Quais são elas?
5. Observe o trecho.
"Quando a água ferver, me avise e eu dou o sinal para colocar o ovo na panela. Nosso amigo fica observando o ponteiro de segundos, OK?"
 a. Com quem o freguês fala?
b. A quem ele se refere quando diz "nosso amigo"?
c. Explique por que o "amigo" teria de observar os ponteiros dos segundos.
6. Por que o narrador usou o termo operação ovo?
7. A partir da leitura do texto, pode-se afirmar que o dono do restaurante é um bom profissional porque ele:
a. pediu ajuda ao garçom.                                                 c. atende prontamente ao freguês.
b. possui uma freguesia muito boa.                                   d. preocupa-se com seus funcionários.

8. A expressão “relógio de aviador” significa:
a. relógio exato.                                                               c. relógio emprestado
b. relógio louco.                                                               d. relógio novo.

9. O sentido de "a freguesia engordou" é:
a. ficou cansada de tanto ovo.                                        c. ficou entusiasmada com o sucesso.
b. ficou reclamando da confusão.                                   d. cresceu, aumentou e prosperou.

10. O restaurante no final do texto ficou:
a. triste.                                                                                   c. movimentado.
b. silencioso                                                                          d. vazio
  
11. Descubra quais substantivos você deverá usar para completar as frases a seguir.
Dica! Será sempre uma palavra feminina. Faça as adaptações necessárias.

a) O Rei das Palavras chamou à corte sua esposa, a ______________________, seus filhos, o príncipe e
_____________________, os ministros e as ___________________, os assessores e as __________________, embaixadores e ____________________________ para deliberar sobre novas leis.


b) No batismo de Felipinho, estavam presentes: o padrinho e a ______________________, os tios e as _____________________, os primos e as ____________________, o avô e a ___________________, amigos e ___________________. Na festa, cozinheiro e __________________, garçons e _____________________, fotógrafo e ____________________________ se esforçavam para que tudo saísse perfeito.

VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Colégio Est. Sátiro Dias
Aluno(a)________________________________________________________________________
Série____________Turma___________Turno___________________________
Professora: Christiane Borges           Disciplina: Português              Valor: 5,0





VERIFICAÇÃO DA  APRENDIZAGEM – III UNIDADE

Classifique o Predicado como verbal ou nominal:
01. José chegou cansado.___________________________________________________
02. O espetáculo foi emocionante.____________________________________________
03. Chove bastante na minha região. __________________________________________
04. O professor já corrigiu as provas.__________________________________________
05. Prenderam o ladrão._____________________________________________________
06. Mônica é muito simpática.________________________________________________
07. Vive-se bem no campo.__________________________________________________
08. Perdi minha caneta._____________________________________________________
09. Bateram à porta.________________________________________________________
10. Estava irritado com as brincadeiras.________________________________________
11. Cresceram  aquelas árvores.______________________________________________
12. Anoiteceu._____________________________________________________________
13. Chegaram os filhos da vizinha._____________________________________________
14. Crê-se em Deus.________________________________________________________
15. Todos ficaram quietos.___________________________________________________
16. A taxa de mortalidade infantil está elevada.____________________________________
17. Trovejou muito.__________________________________________________________
18. Ele criou um bom enredo para a história.______________________________________
19. Jovens optam por uma vida mais saudável.____________________________________
20. O eclipse total do sol começa às oito horas. ____________________________________
21. Nesse instante um forte trovão abalou os ares.__________________________________
22. Jorge aceitou o trato.______________________________________________________
23. Belíssimo realmente é o seu apartamento._____________________________________
24. As doenças e as guerras ceifam milhares de vida.________________________________
25. Raros são os verdadeiros líderes._____________________________________________
26. Marta entrou séria._________________________________________________________
27. Os alunos saíram da aula alegres. ____________________________________________
28. Choviam flores do helicóptero.________________________________________________
29. À noite, eu e Rodrigo iremos ao cinema._________________________________________
30. Ele trovejava impropérios sobre a turba.________________________________________
31. Quebraram a lanterna do meu carro.___________________________________________
32. Subitamente, pararam todos._________________________________________________
33. Estavam com fome.________________________________________________
34. Aproximou-se então uma menina._____________________________________________
35. Soou na escuridão uma pancada seca._______________________________________

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ATIVIDADES DE FIXAÇÃO

LEITURA


MÍDIAS E TECNOLOGIA

 

Estamos vivendo em um novo tempo. Um tempo de novas ideias e quebras de paradigmas em que as informações são transmitidas com velocidade, sem que as pessoas tenham condições de assimilá-las plenamente. Um tempo de grandes transformações nos campos político, social, cultural e educacional sustentadas pelas novas tecnologias da informação e comunicação.

O desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação está impactando todo o universo social e gerando novas dinâmicas e, desta forma, a geração do conhecimento vai se tornando cada vez mais necessário para a formação docente. Neste cenário, podemos afirmar que a revolução tecnológica vem contribuindo para o estabelecimento de uma nova ordem econômica e social nos mais variados campos da ação humana, essencialmente na área da educação e sobre tudo nos países desenvolvidos. O desenvolvimento científico e tecnológico vem criando nos educadores a necessidade de adotar novos modelos de ensino que atendam às profundas modificações que a sociedade do início deste novo século passam a exigir.

O uso dos dispositivos da comunicação como a TV, Rádio, associados à informática, em especial à rede mundial de computadores - internet, vem se tornado uma   prática

extremamente útil nos vários contextos sociais. Conforme podemos ver, o seu uso no contexto educativo adquiriu uma importância incomensurável, pois proporciona oportunidades de inovação do processo ensino-aprendizagem, cria novos  espaços e tempos educacionais. Ao considerar a informação como matéria-prima do  conhecimento, torna-se possível visualizar essas tecnologias comunicacionais e digitais como poderosas ferramentas de suporte à aprendizagem.

Portanto, o avanço tecnológico marca profundamente o mundo contemporâneo e os cenários educativos, a tecnologia já está presente em todos os avanços e de diversas formas. O seu rápido avanço nas últimas décadas criou um novo mundo e novas maneiras de viver. A educação brasileira passou por grandes transformações nas

últimas décadas. Estas transformações ocorreram devido aos avanços tecnológicos colocados à disposição de grande parte da população, propiciando, assim, o acesso e a disseminação do conhecimento.

RESENHA CRÍTICA


RESENHA CRÍTICA DO ARTIGO “MIDIAS, MAQUINAS DE IMAGENS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS”, DA AUTORA ROSA MARIA BUENO FISHER.

 

FISHER, Rosa Maria Bueno. Mídia, máquinas de imagens e práticas pedagógicas. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro: ANPEd, v. 12, n.35, p. 290-299, 2007.

 

Por : Christiane de Carvalho Maito Borges

 

A autora é doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É professora desta instituição, onde coordena o núcleo de Educação sobre mídia, Educação e Subjetividade. É pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e editora da revista Educação e Realidade. Foi coordenadora do grupo de trabalho Educação e Comunicação da ANPEd e é membro do Comitê Científico desta mesma instituição. Com diversos trabalhos já publicados, tem pesquisa em andamento dentro da sua temática: “Alteridade e cultura midiática: memórias de juventude”.

No seu artigo sobre “Mídias, máquinas de imagens e práticas pedagógicas”, a autora faz uma profunda reflexão sobre a relação das tais tecnologias e as práticas pedagógicas no presente. Busca, a partir do conceito histórico da palavra techné, apreender o verdadeiro sentido da tecnologia na e para a sociedade, como possibilidades de transformações históricas nos modos de fazer e aprender.

Nessa perspectiva, a autora inicia o texto apresentando cenas de contextos, ambientes e sujeitos aparentemente distintos, mas que se aproximam pela relação que mantêm com os instrumentos  e meios de comunicação tecnológicos.à disposição de todos (ou pelo menos da grande maioria), como celular, computador, internet, televisão. Demonstra com isso, a realidade vivenciada hoje, na qual os sujeitos estão sempre hiperligados e conectados em tudo, virtualmente, mas acabam perdendo qualidade em suas vivências com as pessoas do mundo real, à sua volta.

As transformações que se percebe nas relações de convívio, nos comportamentos cotidianos, foram ao longo do tempo provocadas por essas tecnologias, sugere a autora. A quantidade excessiva de informações, a velocidade em que elas se processam, sem dúvida, modificam o status quo da sociedade atual.

Nesse sentido, diante de tamanha intervenção e determinação nos modos de vida das pessoas pelos meios midiáticos, não se pode ignorá-los principalmente nos ambientes escolares, nos espaços de aprendizagem. A autora defende a “necessidade de um movimento incessante do pensamento no estudo das complexas relações que se podem fazer em mídias e educação” (p. 291). Isso reforça, para a autora, a necessidade de incluir os materiais midiáticos e suas relações com o social e o cultural, nos debates sobre didática e práticas de ensino.

Nesse processo, a autora alerta para o perigo da expressão, “novas tecnologias”, pois isso nos levaria a assumir uma verdade hegemônica, pela qual se privilegia o novo pelo novo, incorrendo no risco de descartar o que continua importante, bem como incorre na tentativa conservadora de “separar em mundos diferentes homens e máquinas, arte e tecnologia – como se isso fosse possível” (p. 292), esquecendo-se que a sociedade hoje não está dissociada desses elementos. Eles também fazem parte de nossa cultura, linguagem, escrita, enfim, de nossos processos sociais e culturais. Daí a impossibilidade de desvincular as relações em mídia e educação sem pensar em lutas de poder, estratégias de controle globalizado, lutas de grupos e indivíduos por um espaço que os possibilite acesso à informação e participação social.

Prosseguindo, pesquisa da autora sobre as narrativas midiáticas apontam que a juventude, nesse processo, é vista como referencial para a sociedade, porém, com seu passado marcado por “produtos midiáticos diversos, jamais desvinculados de prática consumista” (p. 294). De acordo com a autora, as histórias narradas no meio midiático podem confundir o real com a ficção. Para  autora, (p. 295),

Nosso presente, hoje, é feito fortemente de narrativas a que temos acesso por nossas relações com a internet e a televisão; é esse presente, com todas as suas metáforas, ícones..., que opera em nós, acionando memórias, construindo e reconstruindo um jeito de entender o que seria nossa história, pessoal e social.

Isso significa dizer que, essas tecnologias, devem ser estudadas na complexidade das relações entre os sujeitos, com o mundo e com as coisas, assumindo o que somos hoje, que nos tornamos indivíduos de determinadas verdades e de certos modos de existência ‘tecnológica’ ” (p. 292).

Para concluir a discussão, a autora imagina a possibilidade de uso dos meios midiáticos nos espaços escolares, mas de forma diferente de como se vem fazendo, ou seja, transpondo essa linha crítica reducionista e superficial de ver tais tecnologias.

Para a autora, as mídias são elementos fundamentais da cultura contemporânea. E, por exemplo, uma possibilidade de ampliação de repertório de professores, crianças, adolescentes, num processo de diferenciar aquilo que se vê no cotidiano, da grande mídia, para aprofundar e “educar olhos e ouvidos, educar a alma de modo que o pensamento crítico se forme aí” (p. 298). Ampliar o repertório numa perspectiva educacional é ampliar as possibilidades de estabelecer relações, das mais diversas.

É, nesse sentido, que a autora propõe a utilização das tecnologias midiáticas no contexto escolar “como ferramenta diferenciada para pensar outro modo o presente que vivemos”.

Assim, a leitura do presente trabalho, de Rosa Maria Bueno Fisher é indicado para os professores que pretendem transcender às formas tradicionais de ensinar, aproveitando tudo aquilo que as velhas, novas e boas tecnologias têm e podem oferecer ao trabalho docente.

 

 

 

EXERCÍCIOS